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Pólo Naval vai fabricar
navios de grande porte no Recôncavo
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foi concebido para atender os mais rigorosos
princípios de sustentabilidade"
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Gabriel Carvalho: redação
I Agecom
A região do Recôncavo Baiano, mais
exatamente os municípios de Maragogipe e
Saubara, vai abrigar o primeiro Pólo da Industria
Naval da Bahia para a fabricação de
navios e embarcações de grande porte.
O projeto, que terá investimentos de R$ 2
bilhões da iniciativa privada e deverá
gerar mais de 10 mil postos de trabalho, foi detalhado
pelo governador Jaques Wagner durante a abertura
da VI Feira Internacional de Fornecedores de Petróleo,
Gás, Mineração, Química,
Usinagem, Siderurgia, Papel e Celulose e Meio Ambiente
(Feippetro) Bahia 2008, ontem, no Centro
de Convenções.
O evento vai reunir, até sexta-feira, mais
de 15 mil pessoas entre empresários, fornecedores,
expositores e participantes de todo o país
interessados nas áreas de petróleo,
gás e tecnologia.
Wagner explica que o projeto foi concebido com a
preocupação de atender os mais rigorosos
princípios de sustentabilidade, como também
respeitar a diversidade cultural local e o diálogo
com a sociedade.
Idealizado pelo Governo do Estado, com apoio do
governo federal e da Federação das
Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), o pólo
prevê inicialmente a implantação
de três estaleiros.
"O lançamento de um empreendimento como
esse é como firmar a base para a retomada
de um processo de crescimento econômico, uma
vez que o Brasil e o mundo vivem uma turbulência
com a crise financeira global", afirmou o governador.
Wagner voltou a criticar o mercado especulativo
e anunciou que viaja para a Suécia, no fim
desta semana, a fim de garantir investimentos para
a ampliação de uma fábrica
de celulose e buscar recursos para a instalação
de um pólo moveleiro no Extremo Sul.
Vocação "Grandes empresas
como OAS, Setal, Piemonte e Odebrecht já
confirmaram participação no empreendimento.
A Bahia tem uma vocação muito grande
e a maior costa do país, o que a credencia
para sediar um empreendimento como esse. O maior
desafio é preparar e qualificar a mão-de-obra
para atender as demandas das empresas", avalia
o titular da SICM, Rafael Amoedo.
O vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria
da Construção Naval (Sinaval), Reinaldo
Pinto dos Santos, ratifica as declarações
do secretário e acredita que o pólo
naval baiano vai alavancar a economia local.
Segundo ele, quando entrar em atividade, o empreendimento
deve atrair outros investimentos. "A TWB, mesma
empresa que administra o sistema ferry-boat, vai
investir R$ 100 milhões em uma planta em
Aratu e em seguida aportar recursos também
no Pólo Naval", afirmou.
De plataformas de petróleo a sondas de
perfuração
O pólo deve ser implantado, em duas fases,
na área de influência da foz do Rio
Paraguaçu.
No local serão construídas plataformas
de petróleo, navios FPSO (Floating, Production,
Storage and Offloading), sondas de perfuração,
petroleiros, além de embarcações
de apoio, como barcos de suprimento e para ancoragem
de plataformas em alto mar, combate a derrames de
óleo e outro fins.
O Pólo Naval vai fabricar plataformas, navios,
peças e pequenas embarcações.
O principal cliente na fase inicial do projeto será
a Petrobras.
O local terá ainda potencial para a realização
de conversões de cascos de navios para transformá-los
em FPSO e/ou sondas de perfuração
marítima.
Aquecimento De acordo com dados relativos
ao segmento, a indústria naval mundial fatura,
anualmente, uma média de US$ 120 bilhões
e atravessa uma fase de aquecimento com a demanda
da ordem de 4 mil navios.
A Petrobras está incluída neste cálculo,
com uma demanda de 146 navios apoiadores de pequeno
e médio portes, para operações
petrolíferas em alto-mar.
A Transpetro, empresa transportadora de combustíveis
vinculada à estatal brasileira, também
tem planos de adquirir 23 novas embarcações,
que se somarão aos 26 petroleiros anunciados
recentemente.
Fonte: Diário Oficial |
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