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Pólo da Indústria
Naval vai criar empregos para milhares
de baianos
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O Recôncavo baiano vai dispor
de até 10 mil novos postos diretos de trabalho,
com a implantação do Pólo da
Indústria Naval da Bahia, que será
anunciada pelo governador Jaques Wagner, na terça-feira,
às 19h, durante a abertura da Feira Industrial
de Petróleo e Petroquímica (Feippetro).
O evento vai ser realizado até o dia 14 deste
mês, no Centro de Convenções
da Bahia, e reunirá, aproximadamente, 15
mil pessoas ligadas a atividades relativas ao petróleo.
O Pólo da Indústria Naval será
implantado em duas fases, na área de influência
da foz do rio Paraguaçu, nas proximidades
do atual canteiro de obras do estaleiro de São
Roque do Paraguaçu.
Para isso, a OAS, Setal e Piemonte estão
criando o Estaleiro da Bahia S/A. A Odebrecht também
investe em um estaleiro no Paraguaçu.
Potencial Segundo André Python, presidente
do Estaleiro da Bahia S.A., "já existe
o decreto para a desapropriação do
terreno onde o estaleiro será construído
e o licenciamento ambiental do empreendimento deverá
ser obtido no primeiro semestre de 2009 junto ao
Ibama, que atuará em parceria com o Instituto
de Meio Ambiente da Bahia."
Um terceiro estaleiro deve se juntar a estas duas
empresas, perfazendo um investimento total aproximado
de R$ 2 bilhões. No local serão construídas
plataformas de petróleo, navios FPSO (Floating,
Production, Storage and Offloading), sondas de perfuração
e petroleiros.
Também serão construídas no
Pólo da Indústria Naval embarcações
de apoio, como barcos de suprimento e de apoio às
operações marítimas de ancoragem
de plataformas em alto mar, combate a derrames de
óleo e outro fins.
O Pólo possui ainda potencial para a realização
de conversões de cascos de navios para transformá-los
em FPSO e/ou sondas de perfuração
marítima.
A implantação do Pólo da Indústria
Naval do Estado da Bahia conta com a parceria do
governo federal, da Petrobras e com o apoio da Fieb.
Feippetro Além da oportunidade de
bons negócios durante o 1o Encontro de Compradores
do Brasil, promovido na ocasião pelo Instituto
Nacional dos Executivos de Suprimentos (Inesup),
o evento vai oferecer palestras de representantes
da Secretaria de Tecnologia, Ciência e Inovação
(Secti), da Petrobras, Rede Petro, Braskem, Dow
Bahia, entre outros.
Segundo o diretor executivo da Multifeiras Congressos
Ltda, entidade responsável pela Feippetro,
Carlos Delfim, "a Bahia foi escolhida para
esta sexta edição pela sua importância
na área de petróleo e gás,
tanto offshore quanto em terra. Aqui está
situada metade dos campos onshore (em terra) do
país", informou.
Recôncavo será beneficiado
Segundo o secretário da Indústria,
Comércio e Mineração, Rafael
Amoedo, outro aspecto importante a ser observado
é a cadeia de fornecimento para a indústria
naval, que envolve indústrias dos mais diversos
setores que se instalarão na região.
"A partir dos novos empregos gerados diretamente
pela indústria naval e suas complementares,
toda a economia do Recôncavo, formal e informal,
vai ser alavancada, beneficiando os seus quase 576
mil habitantes, além das futuras gerações",
afirmou.
Qualificação Segundo o secretário,
para que isso seja possível, é papel
do Estado proporcionar a qualificação
da mão-de-obra, por meio de convênios
com as instituições Federação
das Indústiras (Fieb), Senai, Sebrae, entre
outras.
Amoedo lembrou ainda que, além da geração
de empregos diretos, serão implementadas
as requalificações na infra-estrutura
(malha viária, ferroviária, saneamento
básico, comunicação, transporte
coletivo, entre outros) e nos serviços (educação,
saúde e segurança) nos municípios
vizinhos, como Maragogipe, Salinas da Margarida,
São Félix, Cachoeira e Saubara.
O secretário explicou que o projeto do Pólo
da Indústria Naval vai obedecer aos mais
rigorosos princípios da sustentabilidade.
Por dispor de áreas costeiras com águas
protegidas e profundas, a Baía de Todos os
Santos apresenta características geográficas
propícias à instalação
de estaleiros
BTS tem vocação para o setor
A Baía de Todos os San-tos apresenta características
geográficas especialmente propícias
à instalação tanto de estaleiros,
como de canteiros industriais offshore por dispor
de áreas costeiras com águas protegidas
e profundas.
A indústria naval mundial fatura anualmente
uma média de US$ 120 bilhões e atravessa
uma fase de aquecimento, com a demanda da ordem
de 4 mil navios. A Petrobras está incluída
neste cálculo, com uma demanda de 146 navios
de apoio de pequeno e médio portes, para operações
petrolíferas em alto-mar.
Mercado mundial Segundo a assessoria de comunicação
da Petrobras, as embarcações vão
custar entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões
e as empresas que ganharem parte desta licitação
estarão habilitadas para atacar o mercado
mundial, uma vez que a concorrência inclui
equipamentos e preços de padrão internacional.
A Transpetro também já anunciou a
segunda fase do Programa de Modernização
e Expansão da Frota (Promef), por meio da
qual serão contratadas as construções
de mais 23 novos petroleiros, que irão se
somar aos 26 já anunciados na primeira fase
do programa, totalizando 49 novas embarcações.
A medida pode encorajar empresas de outros países
a venezuelana PDVSA é uma das mais
lembradas a fazerem encomendas similares
no país.
Fonte: Diário Oficial |
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